Caso Falsos Médicos: Nova audiência ocorre nesta terça em Mairinque

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01/08/2017 12:00:26



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Audiência será no fim da tarde desta terça-feira, 01.


A Justiça de Mairinque realiza nesta terça-feira, 01, a partir das 14h00 no Fórum da cidade, mais uma audiência no caso “falsos médicos” que se desencadeou por meio da Operação Placebo feita pela Polícia Civil em julho de 2015 sob a acusação de suspostos médicos estarem usando registro falso para exercer a medicina em cidades da região.

Todos os envolvidos foram intimados a comparecerem novamente ao Fórum de Mairinque nesta terça-feira.

São 12 acusados, além das testemunhas de acusação e defesa.

Será a 2ª audiência em Mairinque
A audiência desta terça-feira será a 2ª do processo “falsos médicos”.
Em março deste ano foi realizada a 1ª audiência e compareceram nove dos 12 acusados.
Também estiveram presentes quatro testemunhas de acusação.

Várias audiências

A Justiça resolveu julgar o processo do caso em partes e por isso serão realizadas diversas audiências.

O acusados por exemplo, só serão ouvidos após o depoimento de todas as testemunhas, no entanto, todos os envolvidos são intimados para acompanhar todas as audiências em Mairinque.

Na audiência em março, a Justiça iniciou os depoimentos ouvindo as testemunhas.

Das quatro testemunhas que estavam na primeira audiência, apenas duas foram ouvidas e as outras duas foram dispensadas porque faltou a transcrição das provas em documento.
Assim que essa situação for resolvida, as duas testemunhas serão ouvidas.

Após isso, a Justiça vai ouvir na sequencia as testemunhas de defesa e somente após, vai começar o depoimento dos 12 envolvidos no caso.

A Justiça não informou quantas audiências serão necessárias, mas, deverá durar até os primeiros meses de 2018.

As duas testemunhas ouvidas moram em Mairinque e Alumínio.

Também há testemunhas que são de São Roque e Sorocaba e essas serão ouvidas pela Justiça de cada município em separado.

12 envolvidos

Todos os envolvidos não estão mais presos, conseguiram o habeas corpus e respondem em liberdade desde setembro de 2015.

Dos 12 envolvidos, 11 foram intimados, e aguardam o julgamento em liberdade.

A 12ª acusada é considerada foragida, é a falsa médica Vilka de Sousa Santos. Ela nunca foi encontrada, foi a primeira a ser descoberta. Ela estaria no Paraguai, porém, o nome dela segue no processo e nas audiências.

A Justiça vai ouvir cada um deles para emitir uma decisão sobre a participação em possíveis crimes dentro e fora dos hospitais em que trabalharam.

Não se sabe quando, mas, a Justiça vai concluir o caso e emitir a sentença culpando ou não cada um dos acusados.

A ação penal da audiência é dividida e assim, cada um deve responder, caso for, pelo crime que lhe for imputado dentro do processo.

A Justiça julga os casos de exercício da medicina, quadrilha ou bando e uso de documentos falsos.

A Polícia Civil de Mairinque informou que tudo o que foi apurado, investigado e apreendido foi entregue à Justiça.

Na época dois relatórios foram enviados informou, o primeiro envolve 11 pessoas entre os falsos médicos e integrantes da empresa ICV que contratava os supostos profissionais, que neste caso envolve também outras cidades.

O segundo envolveu 7 pessoas em São Roque, cinco da empresa Innovaa, que contratava os supostos médicos sem formação no Brasil, no caso os dois proprietários, o diretor financeiro e duas funcionárias, além dos dois ex-interventores da Santa Casa que foram acusados de ter conhecimento sobre as contratações.

No entanto, os ex-interventores foram ouvidos e o processo de suas acusações foram arquivados pela Justiça, deste modo, eles não foram indiciados

Ao todo foram entregues pela polícia 18 nomes, porém, a Justiça considerou 12 nomes para a audiência.

A acusação da Polícia Civil

A acusação da Polícia Civil no caso é de práticas de crimes de peculato, de falsidade ideológica, de associação criminosa e de periclitação à vida e à saúde.
O caso veio à tona em julho de 2015 após uma falsa médica ser descoberta trabalhando em Alumínio com o registro de outra pessoa, CRM de uma médica formada pela legislação brasileira.

Ela conseguiu fugir, porém, investigações descobriram outros falsos médicos na região.

Depois foi descoberto que havia outras pessoas formadas fora do Brasil e que estariam exercendo a profissão de médico ilegalmente no Brasil sem o “revalida”.

Esses estariam usando nomes falsos, nomes de médicos verdadeiros para trabalhar nos hospitais.

Na região alguns prestavam serviços em hospitais de São Roque, Mairinque, Alumínio, Sorocaba, Vargem Grande, Cotia, Itapevi e Barueri. Ainda em Franca, Tatuí entre outras cidades.

A empresa que contratava os supostos médicos em São Roque e Mairinque nega envolvimento e os proprietários dizem que não sabiam que os supostos médicos tinham documentação irregulares.

Já os interventores da Santa Casa na época disseram ser vítimas, pois, contratavam a empresa e não diretamente os supostos médicos e por isso a responsabilidade da contratação legal do profissionais seria da empresa.

12 acusados no processo;

Pablo do Nascimento Mussolin
Vilka de Sousa Nobre
Jaime Ricardo Chumacero Cabezas Junior
José Pablo Rojas Soliz
Lee Boris Orelhana Flores
Bertino Rumarco da Costa
Natani Taisse de Oliveira
Pedro Renato Guazzelli
Tarquinio Lúcio Alves de Lima
Davi Ben de Mamczur Gonsalves
Sandra Regina dos Santos Teixeira
Laura Vitória Miranda

Vilka de Sousa Nobre está foragida.

Pablo do Nascimento Mussolin e Natani Taisse de Oliveira não estiveram presentes na primeira audiência, os advogados deles compareceram no Fórum.

Todos os demais compareceram e têm o direto a defesa e a Justiça vai decidir sobre a participação ou não de cada um nas acusações.

As acusações sobre cada um

Pablo do Nascimento Mussolin
Jaime Ricardo Chumacero Cabezas Junior
Natani Taisse de Oliveira
Vilka de Sousa Nobre
Bertino Rumarco da Costa
José Pablo Rojas Soliz

São acusados de atuarem sem Revalida - único exame capaz de reconhecer diplomas estrangeiros da profissão no Brasil. Alguns desses são brasileiros e se formaram em medicina fora do país, porém não conseguiram o Revalida. Outros são bolivianos naturalizados e também não tinham o Revalida. Todos estariam atuando usando nomes de médicos aprovados no Revalida. Todos chegaram a atender em hopsitais nas cidades da região e tambem foram presos na época, hoje estão aguardando o processo em liberdade.

Lee Boris Flores Orella

Lee Boris Flores Orella é médico formado e tem o Revalida, porém, seria apontado como agenciador dos supostos médicos, ele ajudaria os demais a conseguir trabalhar sem o Revalida usando nome de médicos verdadeiros. O advogado dele afirma que Boris é inocente e que o nome dele foi confundido e não há ligação dele com os casos.

Pedro Renato Guazzelli
Tarquinio Lúcio Alves de Lima

São médicos brasileiros formados e com Revalida, donos da empresa (Innovaa) que fazia a contratação de médicos para atuarem em hospitais da região. A empresa teria contratado alguns dos acusados sem o Revalida e que usavam nomes de outros médicos. O advogado Davi Ferrari Junior afirmou que os donos não sabiam que os acusados não tinham Revalida, pois, apresentaram a documentação com nomes e com Revalida normalmente.

Davi Ben de Mamczur Gonsalves
Sandra Regina dos Santos Teixeira
Laura Vitória Miranda

Eram funcionários da empresa (Innovaa) e foram citados no processo. O advogado da empresa informa que eles não têm qualquer envolvimento no caso e não sabiam que os acusados eram supostos falsos médicos.

Nenhum dos acusados estão presos e a Justiça vai, após analisar cada caso, emitir uma decisão culpando ou não cada pessoa acusada no processo.

Agora, é preciso aguardar o trabalho da Justiça. 

Fonte: da Redação

São Roque Notícias

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