Morte de ex-funcionário da prefeitura de São Roque, o que diz família e polícia

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25/05/2017 11:12:52 - Atualizado em: 25/05/2017 12:12:57



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Carlos Lofredo foi candidato a vereador em São Roque


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Escala de trabalho de Carlos na madrugada de terça-feirta 23


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Conversa de Carlos com engarregado da empresa na madrugada


A morte do ex-funcionário da prefeitura de São Roque e que foi candidato a vereador, Carlos Lofredo, o Carlão, durante um assalto a banco que teve a ação da Polícia Civil contra ladrões na madrugada de terça-feira, 23, na cidade é investigada.

Carlos passava com sua Van em frente à prefeitura e levou mais de 100 tiros.

Com a divulgação da Polícia Civil de que ele seria um suspeito, os questionamentos são muitos por parte dos familiares, dos amigos e da sociedade. Envolvido ou morto por engano ?.

Vários fatores estão presentes na abertura no inquérito policial

60 policiais de São Paulo e Sorocaba estavam à paisana em São Roque para uma operação, pois, o serviço de inteligência sabia que uma quadrilha tentaria estourar caixas eletrônicos em São Roque na madrugada de terça-feira, 23.

Na hora do roubo que ocorria na agência que fica dentro da prefeitura, os policiais chegaram e houve troca de tiros.

Os bandidos fugiram, mas, no bairro Villaça, outra equipe de policiais que seguia sentido contrário encontraram com a quadrilha e houve nova troca de tiros.

Dois bandidos foram mortos, os outros, não se sabe se são seis ou mais, conseguiram fugir.

Ainda no momento da fuga, a Van de Carlos Lofredo, passava entre os bairros Villaça e Taboão. Ele seguiu sentido a prefeitura pela Rua São Paulo e em velocidade, segundo os policiais, ao passar pela prefeitura, avançou e recebeu os disparos.

Boletim de ocorrência

Após a ação na madrugada, a Polícia Civil ao ouvir testemunhas e levantar alguns fatos, concluiu o boletim de ocorrência às 15h00.

Às 16h00 na sede da Seccional de Sorocaba, a direção da Polícia Civil realizou uma coletiva para explicar o ocorrido.

Amigos e familiares informavam que Carlos estava indo trabalhar e morreu por engano.

Sobre essa situação,segundo a Polícia Civil, foram levantadas ao decorrer da madrugada e manhã, vários fatos suspeitos sobre Carlos aparecer no local e ser considerado a princípio envolvido.

Segundo o delegado Seccional de Sorocaba, Dr. Marcelo Carriel, no bloqueio policial, os agentes atiraram na Van porque ela avançou.

Segundo ele, mesmo os policiais estando a paisana e com os carros descaracterizados, os veículo tinham os sinais luminosos da polícia.

Como a Van não parou, eles atiraram, afirmou o delegado. A Van também, segundo o delegado, bateu em dois veículos dos investigadores.

Após algumas horas durante a madrugada e manhã de terça-feira, a polícia fez alguns levantamentos para o inquérito, principalmente por meio de depoimentos.

De acordo com Dr. Marcelo Carriel, a esposa de Carlão foi ouvida e disse que ele levantou por volta das 02h00 dizendo que iria trabalhar e também fazer um saque no banco.

Segundo o delegado, disse que ela estranhou por saberem que naquele horário, 02h00, não teria agência aberta.

Também, segundo descrição no boletim de ocorrência, a esposa informou que ele costumava a usar bancos em Mairinque. No registro ainda consta que a esposa de Carlos disse que aquele caminho, rua da prefeitura, não era o habitual de Carlos.

Depois, ainda de acordo com o delegado na coletiva, um funcionário da prefeitura foi ouvido pelos policiais e disse que Carlos estava conversando com um homem e que este, após um novo levantamento mais tarde, foi descoberto ser o motorista do Corola que participou da ação no banco.

Com o fato de Carlos não ter parado e com os depoimentos colhidos depois, segundo o delegado, colocam Carlos como investigado na ação.

A família

A família afirma que Carlos foi morto por engano, saiu para trabalhar e que tem provas do contato da empresa.

Abalada a esposa de Carlos ainda não comentou sobre o depoimento na Delegacia.
O irmão, dela, cunhado de Carlos, Alberto Rangel, informou que ele saiu com a Van para ir trabalhar na madrugada de terça-feira, 23.

Deixou Mailasque onde mora, sentido São Roque para Mairinque.

A família não sabe porque Carlos pegou aquele caminho sentido ao centro de São Roque.

Apesar de dirigir sempre sozinho e de madrugada, os familiares que acreditam que Carlos sempre fazia outro caminho, pela Raposo Tavares até Mairinque.

Carlos trabalhava com a Van fazendo entrega de alimentos. Uma das empresas para qual ele vinha prestando serviço é a Cefri Armazenagem Frigorificada e Agroindústria de Mairinque.

Para a Cefri, Carlos cumpria uma escala, e como levava os produtos as vezes para muito longe, precisava sair de madrugada.

Segundo a família, Carlos levantava quase toda a semana de madrugada e seguia com a Van para Mairinque, porém, os familiares não conheciam com precisão seu caminho.

Na Cefri

Na empresa ele carregava os alimentos e seguia para as entregas, na maioria das vezes em São Paulo capital, litoral e interior.

De acordo com a família, na noite de segunda-feira, 22, Carlos recebeu mensagens do encarregado da Cefri, pedindo que ele fosse trabalhar, fazer uma entrega para São José do Rio Preto às 03h00 em Mairinque.

Carlos então saiu de casa e seguiu sentido a Mairinque, porém, não se sabe exatamente qual o horário ele deixou a Raposo Tavares e entrou pelo antigo traçado da Rodovia passando pelo bairros Villaça e Taboão, justamente onde havia a troca de tiros entre policiais e bandidos.

Não se sabe se Carlos chegou a presenciar a ação no meio da via no Villaça, se conseguiu notar a movimentação de veículos e tiros.

O que sabe é que quando ele passava entre o Villaça e o Taboão, os bandidos já estavam em fuga.

Carlos prosseguiu com a Van e ainda no Taboão, não continuou pelo antigo trecho da Raposo e sim entrou sentido a prefeitura na Rua São Paulo.

No celular, o encarregado pergunta para Carlos "onde você está?", e Carlos reponde “estou indo”

Quando Carlos entrou na Rua São Paulo, segundo as câmeras de segurança da rua e da prefeitura, já fazia 5 minutos que os bandidos tinham deixado a agência sentido Villaça, ao contrário da direção de Carlos.

Ainda na Rua São Paulo, Carlos prossegue e ao passar em frente à prefeitura não parou e a diante numa curva, estavam vários policiais a paisana e com veículos descaracterizados com sinais de luzes.

Os policiais que haviam acabado de trocar tiros com os bandidos que deixavam o banco, permaneciam posicionados na curva próximo a agência.

Segundo os policiais, a Van estava em velocidade e não parou ao pedido de sinalização dos policiais perto da prefeitura. Eles atiraram no motor de acordo com o boletim de ocorrência.

Na sequencia, Carlos continuou até que bateu nas viaturas descaracterizadas. A Van recebeu mais de 100 tiros.

Carlos morreu no local.

Na Van não foram encontradas armas nem documentos de Carlos, informou a polícia.

Mais tarde, o corpo foi reconhecido pelos familiares.

O encarregado no celular, uma hora depois, envia outra mensagem “Carlão ta aonde, Carlão, tudo bem ? e não recebe respostas de Carlos.

A polícia quer saber porque Carlos não parou e avançou.

Mais tarde, ainda sem saber os motivos da investida de Carlos no bloqueio, a policia ouviu a esposa dele e um funcionário da prefeitura e com as declarações, colocou Carlos como um dos suspeitos.

As suspeitas da família

A família suspeita, mas não tem confirmação.

Suspeita: Carlos ficou com medo ao ver os policiais com armas e à paisana e acelerou.

Suspeita: Carlos poderia ter visto antes no Villaça a troca de tiros e daí então acelerado. Em velocidade, devido ao nervosismo, entrou pela Rua São Paulo sentido à prefeitura.

Suspeita: Policiais que estavam no Villaça, terem no momento da troca de tiros, visto a Van em velocidade e avisado as demais equipes de que uma Van seguia em velocidade sentido ao centro.

Suspeita: A Van já ter sido atingida acidentalmente quando passava na troca de tiros no Villaça e Carlos por isso talvez teria seguido em velocidade entrando pela Rua São Paulo sem saber que encontraria um bloqueio de policiais a paisana mais a frente.

Suspeita: Ou mesmo não ter presenciado a troca de tiros, apenas entrou pela rua São Paulo indo sentido prefeitura e acelerou ao ver os policiais armados a paisana sem saber que eram policiais.

A Polícia Civil informou que na madrugada do crime colheu todas as informações iniciais sobre o corrido.

Disse que até agora todos os fatos são suspeitos.
Agora  são investigados os detalhes, informações, horários, câmeras de segurança e depoimentos para saber realmnete como tudo aconteceu.
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Fonte: da Redação


São Roque Notícias

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