Exclusivo: Delegado diz que novas informações que mostram Carlos indo para o trabalho servirão como provas na investigação

19:27 |






O delegado da Polícia Civil da Seccional de Sorocaba Marcelo Carriel enviou através de sua assessoria de imprensa ao Jornal O Democrata, novos esclarecimentos sobre a investigação que segue pelo DEIC – Departamento Estadual de Investigação Criminal para desvendar as circunstâncias da morte do motorista Carlos Eduardo Lofredo, 51,que teve a van alvejada com 110 tiros após um assalto à prefeitura na madrugada de terça-feira, 23.
Na nota, ele explica que as conversas por mensagens entre Carlos e o funcionário da empresa para a qual trabalhava em Mairinque, trocadas minutos antes de morrer, e uma escala de trabalho, servirão como provas nas investigações. “Com relação ao Carlos Lofredo, é importante dizer que a apuração da participação dele ou não no evento, o coloca no rol dos investigados, porém, isso não significa que ele fizesse parte da quadrilha. Quando se diz que ele está sendo investigado, é para, efetivamente, incluir ou excluir seu envolvimento com os criminosos. Caso seja comprovado que ele não teve nenhuma relação com o crime, os eventuais excessos que possam ter sido cometidos pelos agentes públicos serão averiguados para, dessa forma, responsabiliza-los e puni-los”, disse Carriel em nota.
Acompanhe na íntegra o posicionamento do delegado
“Toda a investigação, seja da quadrilha, das explosões dos caixas eletrônicos, das mortes, não só a do morador de São Roque, como das outras duas pessoas, segue pelo DEIC que, inclusive, já instaurou Inquérito Policial para apurar todas as circunstâncias possíveis. Foi feita também a comunicação para a Corregedoria da Polícia Civil que deverá, caso entenda necessário, analisar a conduta de alguns policiais na ação.
Com relação ao Carlos Lofredo é importante dizer que a apuração da participação dele ou não no evento, o coloca no rol dos investigados, porém, isso não significa que ele fizesse parte da quadrilha. Quando se diz que ele está sendo investigado, é para, efetivamente, incluir ou excluir seu envolvimento com os criminosos, o que vem sendo feito dentro do Inquérito pelo DEIC.
Para que tudo seja esclarecido o mais breve possível, todo tipo de perícia foi realizada, assim como várias pessoas ouvidas. Por outro lado, essas novas informações que surgem aos poucos, são importantes e estão sendo incluídas no conjunto de provas do Inquérito para, dessa forma, isentá-lo ou não de responsabilidade.
Caso seja comprovado que ele não teve participação alguma e estava mesmo indo para o trabalho, os eventuais excessos que possam ter sido cometidos pelos agentes públicos serão averiguados para, dessa forma, responsabiliza-los e puni-los. Todas as possibilidades estão sendo verificadas com a mesma seriedade, inclusive a circunstância de que o morador poderia estar no local errado, na hora errada, tornando-se vítima de uma fatalidade. O DEIC, que deu início a essa investigação e que prossegue com os trabalhos, está fazendo tudo, como disse, com muita transparência, isenção e seriedade”, informou Carriel em nota.
O incidente
Carlos Lofredo tinha 51 anos, morava em Maylasky, e trabalhava com transporte de cargas com sua van. Era muito conhecido na cidade. Já foi funcionário da prefeitura por muitos anos e candidatou-se a vereador em São Roque pelo PDT nas eleições passadas.
Segundo mensagens trocadas com um supervisor na empresa que trabalhava em Mairinque, Carlos estava escalado para fazer uma carga entre 2h e 3h da manhã, naquele dia 23, e seguiria para São José do Rio Preto. No trajeto, passou pelo cerco da polícia, que se preparava para capturar assaltantes que haviam acabado de explodir dois caixas eletrônicos na Prefeitura de São Roque.
Segundo informou a polícia, Carlos recebeu sinais para que parasse. Logo em seguida sua van foi alvejada por 110 tiros. Lofredo foi velado em São Roque e enterrado em São Paulo.

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