Ceni chama de medonho gol sofrido pelo São Paulo e vê jogo parelho com Cruzeiro

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Técnico vê produção parecida de paulistas e mineiros em derrota por 1 a 0 do Tricolor na estreia do Brasileirão e critica gol sofrido em jogada de lateral




Rogério Ceni analisou a derrota do São Paulo por 1 a 0 para o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, como um jogo parelho. Na opinião do treinador, o que fez a diferença na estreia do Brasileirão foi a jogada de lateral da Raposa, nas costas de Maicon, que terminou no gol de Ábila (veja o vídeo do gol abaixo).
– Vejo um jogo muito parelho, em que tomamos um gol que chega a ser medonho... tomar um gol numa bola de lateral. Fora isso os números são muito parecidos – disse.
Veja a entrevista coletiva do técnico Rogério Ceni, do São Paulo
Na visão de Rodrigo Caio do lance, faltou atenção do time para conter o avanço do Cruzeiro na jogada de lateral. Ele tentou fazer a cobertura de Maicon, mas não obteteve sucesso.
Ceni disse não ter visto exatamente o que aconteceu na jogada do gol do Cruzeiro, mas citou falta de atenção da defesa. Ele se disse preocupado em iniciar o Brasileirão com uma derrota. A ideia do planejamento para o campeonato é tentar quatro pontos a cada seis disputados.
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Rogério Ceni, técnico do São Paulo, chama de "medonho" gol sofrido pelo time contra o Cruzeiro em jogada de lateral (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
O treinador explicou a formação tática com três defensores na zaga, elogiou a estreia de Éder Militão e disse ter tentado de tudo para melhorar a ofensividade no segundo tempo, com Luiz Araújo, Thomaz e Gilberto. Pensando adiante, Ceni faloiu em conseguir recuperação rápida na próxima rodada, contra o Avaí, no Morumbi.
Após a derrota, o São Paulo se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no CT da Barra Funda. O time acumula três eliminações na temporada: Paulistão, Copa do Brasil e Sul-Americana.
O gol de Cruzeiro 1 x 0 São Paulo pela 1ª rodada do Brasileirão 2017
Veja as prinicipais respostas de Rogério Ceni na entrevista coletiva:
ANÁLISE DO JOGO– Jogo bem parelho. Equilibrado. Os dois times tiveram chances. Em uma bobeira, levamos um gol de lateral. Tiramos a bola e não tivemos a concentração de recompor mais rápido. O Cruzeiro teve a felicidade de fazer o gol. Depois, pressionamos e tivemos a posse da bola. Mas o Cruzeiro se fechou bem. Tentamos o gol até o fim e não conseguimos o empate.
COMO REAGIR APÓS ELIMINAÇÕES– Se não acreditasse do meu time não poderia trabalhar todos os dias. Acredito no potencial de cada um, na recuperação de jogadores no departamento médico e recondicionamento dos que estavam parados por lesão. No caráter, na vontade, no desejo de cada um... hoje poderia ter sido empate, ou 1 a 0 para nós. Um primeiro tempo foi controlado, mais calmo. Esperamos o Cruzeiro sair um pouco. Era uma situação ruim para os dois times. Eles tiveram chances no primeiro tempo, uma por tropeço do Rodrigo. Tivemos uma muito boa com Júnior Tavares, poderia talvez ter ajeitado para o pé esquerdo. E alguns contra-ataques com Marcinho e Thiago, nosso melhor lado de desenvolvimento de jogo.
FALHA DA DEFESA NO GOL– Não posso dizer, porque era o lado oposto ao que estava. Mas em tese um jogador não pode escapar livre naquela posição. Tem de ver em melhor ângulo se houve falha ou não. Eles reclamam de duas bolas em campo, que o gandula jogou rápido a bola. Mas faz parte do jogo. É natural apressar a entrada da bola no jogo aqui. Talvez faltou atenção. Depois tivemos posse de bola, mas foi difícil entrar na defesa do Cruzeiro.
NÚMEROS DO SÃO PAULO CONTRA TIMES DA SÉRIE A– Preocupa inicar o Brasileiro com derrota. Se tivesse segurado o jogo teríamos chances no fim, porque iriam para o ataque. Na minha cabeça colocaria o Araújo nos 20 minutos finais para explorar esse espaço do Cruzeiro. Coloquei antes porque o primeiro tempo foi morno. Tivemos atuações individuais abaixo do que esperávamos. Mesmo sendo fora, preocupa perder fora, em uma rodada em que nenhum visitante venceu. É sempre ruim. Mesmo que fosse um ponto seria precioso para jogar o segundo jogo com Avaí em casa e obter quatro a cada seis pontos que é o que pretendemos.
TRÊS ZAGUEIROS– O Militão vem treinando bem. Gosto mais como volante do que zagueiro. Tem boa saída. Se portou muito bem no jogo. Resolvi liberar Thiago e Júnior para o jogo, com João e Jucilei numa linha de quatro. Treinamos assim na Flórida. Com Marcinho e Cueva pensei em fazer um 3-4-2-1. Tentamos fazer o Cruzeiro sair para o jogo e ter segurança na defesa. Treinamos essa formação na semana. Uma pena que desfiz logicamente porque precisava empatar. Usamos Thomaz, depois Gilberto na vaga do Marcinho, cansado, para fazer um jogo mais próximo com Pratto. Tentar jogar 4 x 4: Thomaz, Pratto, Gilberto, Araújo e contra a linha de defesa deles. A chance era pressionar a saída de bola e tomar ali. Quando deixaram a bola para nós na defesa só conseguimos chegar em cruzamentos. A única foi do Araújo em cima do Dedé, que tentou bater no gol, a bola desviou em alguém, e poderia cruzar para o Pratto. Não conseguimos nem o mínimo: um ponto.
CONFIANÇA ABALADA POR ELIMINAÇÕES– O grupo não está abalado pelas eliminações (Paulista, Copa do Brasil e Sul-Americana). São caracsterísticas dos jogadores: alguns sentem mais, outros superam. Alguns estão abaixo fisicamente por lesões que tiveram na temporada e não conseguiram o ápice da forma. Não vejo abalo psicológico. Temos uma psicóloga diariamente no CT que faz um trabalho bacana. Claro, o Cruzeiro também sentiu a saída na Sul-Americana. Vejo um jogo muito parelho, em que tomamos um gol que chega a ser medonho... tomar um gol numa bola de lateral. Fora isso os números são muito parecidos.
O QUE ESPERAR DO SÃO PAULO NO BRASILEIRO– Espero que vitórias. Uma recuperação rápida no próximo jogo. Dentro de casa tem de ser alto o aproveitamento no Brasileiro se quer o título. Nem digo jogos melhores, porque não fomos inferiores ao Cruzeiro. Mas que a gente consiga abrir o marcador antes porque o jogo muda de figura quando abre o marcador. Ele se expõe mais. Quando sofre primero gol fora de casa, opção fica mais difícil. Espero primeiro a lição de casa com o Avaí. São dois jogos no Morumbi, um clássico com o Palmeiras. Precisamos dos pontos em casa para quando tiver chance de vitória fora de casa conseguir.
COMO JUSTIFICAR UM COMEÇO DE ANO TÃO RUIM
– Não vejo um começo de temporada tão ruim. Se analisar os número de jogos e de derrotas nos jogos não é tão ruim. É que foi eliminado em mata-mata e isso chama atenção. Hoje jogou de igual para igual com o Cruzeiro, a diferença foi um gol de lateral. Não vivemos o melhor momento no ano. Tivemos momentos melhores. Jogamos futebol de melhor nível nos dois primeiros meses. Tivemos lesões, como o Morato, o Wellington Nem, no qual tenho muita exepectativa, se lesionou. As opções de 10, 7 e 11 diminuíram pelas lesões. O que dá para fazer pelo time mais ofensivo nós fizemos. Infelizmente o Cruzeiro faz o gol e aí temos de tomar iniciativa. Concordo que não vivemos o melhor momento. Mas não vejo uma temporada ruim, os resultados ruins foram pontuais e nos tiraram de competições.

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