Bruna Furlan está na lista de doações da JBS

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A deputada federal Bruna Furlan (PSDB), que tem reduto eleitoral na região e é filha do prefeito de Barueri, Rubens Furlan, recebeu dinheiro do grupo JBS – empresa que acaba de negociar delação premiada entregando esquema de corrupção que causou um verdadeiro “terremoto” em Brasília, envolvendo inclusive o presidente Michel Temer.
Bruna teria recebido R$763 da JBS para a campanha eleitoral de 2014, de acordo com planilhas entregues pelos delatores à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF).  A lista de doações foi divulgada portal Congresso em Foco e aponta ainda que um a cada três parlamentares do Congresso Nacional recebeu dinheiro do grupo JBS para as eleições daquele ano.
O levantamento do Congresso em Foco destacou que, juntos, quase 200 congressistas receberam mais de R$ 107 milhões da empresa. No total, somam 167 deputados federais e 28 senadores de 19 partidos. Nessa relação, o valor  destinado a Bruna é bem menor que o pago a outros parlamentares. É o caso dos senadores Aécio Neves (PSDB – MG), acusado de receber R$ 30,4 milhões e Gleisi Hoffmann (PT – PR) que teria sido beneficiada com R$ 8,6 milhões. Ou dos também deputados Cristiane Brasil (PTB – RJ) com R$ 1,98 milhão, Orlando Silva (PC do B – SP) com R$ 1,58 milhão, Paulinho da Força (SD – SP) com R$ 959 mil, Celso Russomanno (PRB – SP) com R$ 111 mil, Rodrigo Maia (DEM – RJ) com R$ 100 mil, Jair Bolsonaro (PP – RJ) com R$ 200 mil e Carlos Zarattini (PT – SP) R$ 240 mil. A lista completa pode ser acessada no site http://static.congressoemfoco.uol.com.br/2017/05/deputados1.png
Partido de Bruna, o PSDB, foi o que contou com maior contribuição da JBS, chegando a pouco mais de R$ 35 milhões. O portal enfatiza também que os delatores admitiram que a maior parte dos recursos era de propina, mesmo em casos de doação oficial registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O site enviou e-mail a todos os parlamentares citados na planilha e parte deles já apresentou nota de esclarecimento, mas até o fechamento desta matéria, a deputada Bruna Furlan não havia respondido os questionamentos.

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