Tecnologia em sala de aula e novas metodologias de ensino podem ser os atrativos para jovens

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19/04/2017 17:24
SEGUNDO ESPECIALISTAS



Uma pesquisa da ONG Todos Pela Educação divulgada recentemente revelou que cerca de 62% das crianças e jovens brasileiros fora da escola têm entre 15 e 17 anos, faixa que deveria estar cursando o ensino médio.

Entre os fatores que explicam essa grande ausência, de acordo com a entidade, estão a falta da qualidade de ensino e a falta de motivação dos jovens para ver que a escola pode, de fato, auxiliar a sua construção do futuro.

Para a pedagoga Tânia Medeiros, coordenadora do Sistema Maxi de Ensino, "de fato, há muitas instituições de ensino engessadas em fórmulas e formatos de ensino que deram certo no passado, mas que hoje não atendem mais aos anseios e necessidades dos alunos. O próprio conteúdo didático, se não for constantemente atualizado, torna-se desinteressante, o que realmente afasta os alunos, principalmente os jovens, da escola".


De acordo com a especialista, uma das formas de frear a alta evasão escolar, atraindo de volta esses alunos para dentro da sala de aula é inovar na forma de ensiná-los. "Isso pode ser conseguido, por exemplo, introduzindo a tecnologia em sala de aula através do uso de novas metodologias de ensino. Por que não permitir e até incentivar o uso de celulares, tablets, notebooks e outros dispositivos em sala para ajudar a reter a atenção para aquilo que está sendo ensinado?", sugere Tânia Medeiros.

A coordenadora do Sistema Maxi de ensino, entretanto, ressalta que essa estratégia somente é eficaz quando professor e escola também se modernizam. "Isso significa capacitar os professores a usar essas ferramentas para que saibam integrá-las às estratégias de ensino na aplicação de conteúdo didático, tendo claro os objetivos educacionais. E, pelo lado das escolas, elas devem adequar seu material didático a essas soluções digitais, de forma a aproveitar tudo o que esses recursos proporcionam para um melhor e mais atraente processo de aprendizagem", diz Tânia.

"Não é de uma hora para outra que a escola vai achar uma solução tecnológica que vá de encontro com a formação de seus professores. O importante é dar um pontapé inicial. Aos poucos, as práticas vão sendo aprimoradas e com o tempo usar, por exemplo, o celular na sala de aula pode não ser um bicho de sete cabeças. Ao contrário, será um recurso para motivar os alunos de forma que agreguem valor no estudo", conclui a pedagoga.

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