Festival busca abordagem mais divertida para o ensino da Matemática

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Ana Paula se equilibra no Giroscópico Humano

O corpo da nutricionista Ana Paula Cancio, de 26 anos, gira dentro de três círculos de metal — um com circunferência maior do que o outro, representando as três dimensões da realidade. No menor deles, estão os pés e mãos da moça atados por fitas de pano. A ideia do brinquedo, chamado Giroscópico Humano, é mostrar o eterno flutuar que seria a vida sem a gravidade. A jovem, moradora do Cachambi, estava passando pela frente do estádio do Engenhão, Zona Norte do Rio, quando viu o Festival da Matemática na Nave do Conhecimento e entrou com a sobrinha. Transformava ali sua opinião sobre a mais temida das disciplinas escolares.
— Até hoje eu acho que tinha um bloqueio mental para a Matemática. Mas visto desse jeito, muda o olhar — conta Ana Paula: — Vi que a Matemática é aplicada no meu dia a dia.
Essa era exatamente a proposta do evento, realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com mais de 60 atividades distribuídos entre a Nave do Conhecimento do Engenhão (Rua Arquias Cordeiro 1.516, Engenho de Dentro), a Escola Eleva (Rua General Severiano 159, Botafogo) e a Escola Sesc de Ensino Médio (Av. Ayrton Senna 5.677 Jacarepaguá). O Festival da Matemática funciona nesta sexta-feira entre 9h e 17 e nos próximos sábado e domingo das 10h às 18h.
Guilherme brinca na bicicleta de roda quadrada
Guilherme brinca na bicicleta de roda quadrada Foto: Leo Coelho/Divulgação/Impa
— As crianças pequenas tem enorme curiosidade pela matemática, mas a que é apresentada em nossas salas de saula é muito desmotivadora, não encoraja a criatividade, a curiosidade. É muito burocrática sendo ensina na base da memorização — afirmou o diretor geral do Impa, Marcelo Alves: — Por isso organizamos essa programação. A ideia é divertir com a matemática e a ciência. Tivemos, por exemplo, uma palestra sobre moda e geometria. Porque tem muita matemática atrás das roupas e os professores não falam sobre isso.
Há ainda outrações como a bicicleta de rodas quadradas e outras brincadeiras que mostravam, por exemplo, como a distribuição de peso pode facilitar a vida de quem precisa levantar grandes volumes e também como a eletricidade faz com que os cabelos fiquem arrepiados. Por isso, crianças como Guilherme Marques, de 10 anos, pulavam de um lado para o outro entre os brinquedos-experimentos.
— Não gosto de matemática — admitiu o menino: — Mas estou me divertindo.


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