Dia da Educação

18:22 |




Hoje é um dia muito importante, 28 de abril, Dia da Educação. Mas o que temos a comemorar? Os anos vão se passando e a educação vem perdendo totalmente seu significado. Os problemas aumentam cada dia mais, principalmente em se tratando de ensino público. Escolas sucateadas, evasão escolar, baixa aprendizagem.

Somente em Mato Grosso, 55.176 crianças e jovens entre 04 e 17 anos estão fora da escola segundo o Movimento Todos Pela Educação. Quando se trata do ensino médio, Mato Grosso apresenta uma das maiores taxas de abandono que é de 13,5%, a maior do Centro-Oeste. Os números também não são os melhores em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Estado teve pontuação de 3.2, uma das menores do país. Mato Grosso também ficou longe da pontuação nacional para o ensino médio, que foi de 3.7.

Quando se trata de professores, o cenário também é lamentável. Muitos lecionam em disciplinas nas quais não são formados. O índice de absenteísmo também tem aumentado ao longo dos anos. Professores adoecem nas salas de aulas. Eles estão abarrotados pelo sucateamento, pelas funções a mais que exercem, pelos trabalhos e problemas que tem que levar da escola para casa e pelo desrespeito dos alunos.

Falando na parte material, uma das grandes reclamações dos educadores quando se fala em ensino é a falta de estrutura nas unidades e também de equipamentos adequados para lecionar. Não é raro encontrar educadores frisando que os materiais disponíveis hoje não condizem com a realidade do aluno. Na real, estamos colocando os filhos nas escolas apenas para o mercado de trabalho. Quando se fala em ensino público, o destino dos nossos filhos é ainda mais incerto frente à disparidade da educação pública e particular.

Um assunto que não deve deixar de lado neste “Dia da Educação” é a ideia que os pais estão concebendo da educação. Muitos acabam delegando a educação às escolas. A escola é ensino, é saber, o caráter quem molda é a família. No fim, os professores acabam sendo psicólogos, pais, médicos e muitas outras funções. Tanto que, por diversas vezes os professores acabam descobrindo situações que uma criança está vivenciando e que os pais acabam não se atentando.

Precisamos avançar muito quando se fala em educação, no saber e no ensino. Parafraseando Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Que tipo de educação queremos para formar a nossa humanidade? Que tipo de educação sonhamos para os nossos filhos? Quando esta educação utópica será possível? Realmente, são perguntas que não se calam e muitas vezes sem respostas.



Aline Almeida é repórter 

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