Delação da Operação Lava Jato cita ex-prefeito de Mairinque Binho Merguizo

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12/04/2017 13:54:29



Jornal Cruzeiro do Sul
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Binho nega as acusações


As delações de ex-executivos da Odebrecht, na Operação Lava Jato, divulgadas ontem, citou vários políticos e autoridades do país.

Desde presidentes, ministros, senadores, deputados, governadores e prefeitos.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de 76 inquéritos contra os citados nas delações.

Cada um será investigado dentro das as acusações em que lhe foram impostas.

Na lista divulgada dos casos que, não tem foro privilegiado, aparece o nome do ex-prefeito de Mairinque, Rubens Merguizo Filho.

Dois funcionários da Odebrecht disseram em depoimento à Justiça que o ex-prefeito de Mairinque recebeu dinheiro da empresa.

Desta forma Binho é acusado de ter recebido R$ 300 mil em recursos não contabilizados pelo TSE para a campanha eleitoral de 2012, o que significaria “caixa 2”.

O processo da investigação sobre a suspeita do ex-prefeito deve ser enviado a Justiça federal de Sorocaba.

A Justiça vai analisar se há provas e dependo do resultado pode ou não arquivar o caso.

Binho afirmou a TV TEM que as acusações contra ele não são verdadeiras e que o dinheiro  da campanha dele foi do partido do PMDB.

Dezenas de outros inquéritos foram enviados por Fachin a outros tribunais porque os envolvidos não têm direito a foro no Supremo Tribunal Federal.

Nesta lista em que há várias acusações de diversas formas estão, entre outros, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Na lista também está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que precisam ser julgados na primeira instância, ou seja, pela Justiça Federal de São Paulo.

Fachin determinou a abertura de inquéritos no último dia 4 de março, mas desde então os processos permaneceram em sigilo no sistema processual aberto ao público.

Além dos números sobre inquéritos já abertos, o gabinete do ministro informou apenas nesta terça que foram arquivados 7 casos envolvendo autoridades, a pedido da PGR, por falta de indícios da ocorrência de crimes.


Fonte: da Redação


São Roque Notícias

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