Apoio de pais e professores é importante para os estudantes

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A afirmação é do relatório divulgado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que considerou o bem-estar dos alunos nas escolas
 
Escola sem partido
Com informações da Agência Brasil

Estudantes que têm pais interessados nas atividades escolares são 2,5 vezes mais propensos a estar entre as notas mais altas da escola e 1,9 vezes a estar muito satisfeitos com a vida. Com o apoio dos familiares, os estudantes também têm duas vezes menos chance de se sentir sozinhos na escola e são 3,4 vezes menos propensos a estar insatisfeitos com a vida.
Os que recebem apoio e suporte dos professores em sala de aula são 1,9 vezes mais propensos a sentir que pertencem à escola do que aqueles que não têm esse apoio. Aqueles que percebem que os professores são injustos com eles têm 1,8 vezes mais chance de se sentir excluídos na escola.
Os dados integram o último relatório divulgado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Pela primeira vez, o programa reuniu dados sobre o bem-estar dos alunos na escola.
Ao todo, foram consultados 540 mil estudantes de 15 anos que representam, por amostragem, 29 milhões de alunos de 72 países. São 35 países-membros e 37 economias parceiras, entre
Vida e escola
O levantamento também aponta que os estudantes brasileiros estão acima da média no quesito satisfação com a vida, 44,6% se dizem muito satisfeitos; a média nos países da OCDE é de 34,1%. Já a porcentagem de insatisfeitos é de 11,8% tanto no Brasil, como na OCDE.
Outro dado aponta que 76,1% dos estudantes brasileiros sentem que pertencem à escola; a taxa nos países da OCDE é de 73%.
Bullying escolar
Outra questão do relatório levantou dados sobre os casos de bullying contra os estudantes. No Brasil, um em cada dez alunos é vítima frequente de situações como agressões físicas ou psicológicas, alvo de piadas ou boatos maldosos, ou ainda vítima de exclusão proposital pelos colegas.
Entre os estudantes brasileiros, 17,5% disseram sofrer bullying algumas vezes por mês; 7,8% disseram ser excluídos pelos colegas; 9,3%, ser alvo de piadas; 4,1%, serem ameaçados; 3,2%, empurrados e agredidos fisicamente. Outros 5,3% disseram que os colegas frequentemente pegam e destroem as coisas deles e 7,9% são alvo de rumores maldosos. Com base nos relatos, 9% foram classificados no estudo como vítimas frequentes de bullying, ou seja, estão no topo do indicador de agressões e mais expostos a essa situação.
Ainda assim, o Brasil aparece com um dos menores índices de exposição ao bullying quando comparado ao ranking dos 53 países com dados disponíveis: 43º lugar.

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