Aos 6 anos, crianças deverão aprender probabilidade e estatística nas escolas

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Determinação é um dos pontos da Base Nacional Curricular Comum, apresentada nesta quinta-feira (6) pelo Ministério da Educação

Por Crescer com Agência Brasil - atualizada em 07/04/2017 11h54


escola; menino; sala de aula (Foto: Thinkstock)












O Ministério da Educação apresentou nesta quinta-feira (6) a Base Nacional Curricular Comum. O documento, que deve servir como um eixo para que tanto as escolas particulares quanto as da rede pública elaborem seus planos de ensino. As diretrizes apresentadas hoje dizem respeito à Educação Infantil (cresce e pré-escola) e ao Ensino Fundamental (primeiro ao nono ano). As do Ensino Fundamental serão entregues até o final do ano, segundo o MEC.
Um dos trechos do documento diz que as crianças devem ser capazes de ler e escrever até o 2º ano fundamental, ou seja, em torno dos 7 anos. Também nessa fase, os alunos devem ter desenvolvido a habilidade de escrever bilhetes e cartas, inclusive em meios digitais, como e-mails e redes sociais. Ler textos curtos com autonomia e fluência, com nível adequado, tanto em silência como em voz alta, também deve ser uma habilidade até esse período.
Quando se trata de matemática, a Base é ainda mais rígida e prevê que crianças de 6 anos, no 1º ano do Ensino Fundamental, tenham acesso a conteúdos de probabilidade e estatística. Até o final do 2º ano, elas devem ser capazes de coletar e classificar dados simples, inserindo-os em tabelas e gráficos, além de saber classificar eventos cotidianos como prováveis, improváveis e impossíveis.
Na creche, até 1 ano e meio, os profissionais devem garantir que os bebês reconheçam quando forem chamados pelo nome e que demonstrem interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas.
Segundo o Ministério, o objetivo é nivelar o ensino das crianças em todo o Brasil, definindo o conjunto de aprendizagens a que todo aluno tem direito, ano a ano. A elaboração da Base Nacional Curricular Comum teve início em 2014 e recebeu contribuições da população, por meio de consulta pública. 
A previsão é de que o Conselho Nacional de Educação (CNE) conclua a avaliação da Base no segund semestre deste ano, para que ela seja, então, homologada pelo MEC. A partir daí, o documento passa a ser referência obrigatória na elaboração dos currículos escolares. O prazo de implementação é de dois anos, ou seja, deve chegar às salas de aula até 2019.

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