Alunas de Cotia criticam pontos polêmicos da reforma do Ensino Médio

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    Por  em abril 18, 2017



    cotiatododia inicia a série de entrevistas sobre a Reforma do Ensino Médio; confira nessa matéria a opinião de três alunas de escola pública
    Por José Francisco Neto
    cotiatododia prepara uma série de matérias sobre a Reforma do Ensino Médio aprovada, por meio de Medida Provisória, em Fevereiro deste ano. Alguns pontos polêmicos do texto têm causado preocupações em profissionais da educação e em alunos de escolas públicas.
    A reportagem ouviu a opinião de três alunas da Escola Estadual José Barreto, que fica no Morro Grande, em Cotia. Kylliane, Liandra e Gláucia teceram críticas à reforma, principalmente no que diz respeito à retirada das matérias de artes, educação física, filosofia e sociologia. Na versão original do texto aprovado, somente as disciplinas de matemática e português serão obrigatórias ao longo dos três anos.
    “Com a retirada dessas matérias, os alunos irão perder a capacidade de questionar e de se expressar, isso não irá só causar problemas na geração de hoje, e sim, nas próximas gerações também”, critica Liandra.
    “Tirando esses conteúdos, vai dificultar ainda mais para o aluno da escola pública que vai prestar o Enem, pois vai enfraquecer cada vez mais o ensino”, analisa Gláucia.
    Reprodução Agência Brasil
    Reprodução Agência Brasil
    Um dos pontos mais criticados por especialistas e educadores foi o fato dessa reforma ter sido feita por meio de uma Medida Provisória, o que implica caráter de urgência para aprovação e implantação. Isso, de acordo com eles, limita a possibilidade de debate sobre as mudanças que afetarão todos os estudantes do país.
    Para Kylliane, o Governo deveria, antes de ter aprovado o texto, ter aberto um diálogo com professores e estudantes.
    “Foi uma atitude repugnante, pois parece que o aluno não direito a opinar ou até dar uma sugestão para a melhoria do nosso ensino”, comenta.
    A aluna Liandra vai na mesma linha de pensamento de sua colega. “Uma decisão dessa não pode ser tomada sem um consentimento da população”, opina.
    O currículo do ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em elaboração. No entanto, a nova lei já determina que a carga de horário seja dividida em cinco áreas (linguagem e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas ou formação técnica profissional).  Essas áreas são chamadas de ‘itinerários formativos’.
    Fonte: Senado Federal
    Fonte: Senado Federal
    Porém, isso tem gerado preocupações aos alunos e professores, pois a dúvida cai sobre a capacidade que as escolas terão de ofertar todas as opções.
    “Esses cursos sugeridos não muda uma escolha errada tomada pelo governo. As escolas vão escolher o curso imposto na carga estudantil dos alunos, em outras palavras, eles vão escolher o nosso futuro e a nossa carreira profissional”, observa Liandra.
    “Algumas escolas serão fechadas e, conforme forem feitas essas distribuições dos cursos, os alunos não terão acesso à sua escola, por estarem longe de suas casas. Vão ter um gasto a mais para conseguir pegar mais ônibus, por exemplo. Essas matérias, uma em cada escola, prejudicará muito os alunos”, aponta Kylliane.
    Redação

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