Três em cada 10 alunos do ensino médio de Caxias reprovaram de ano em 2015

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 - Atualizado em 02/03/2017 16h17



Dados são da ONG Todos pela Educação, com base em informações do Ministério da Educação




Foto: /Agencia RBS












A cada 10 estudantes do ensino médio em Caxias do Sul, três reprovaram de ano em 2015. É um número maior na comparação com o registrado há 20 anos. Em 1996, o ensino médio tinha taxa  de aprovação de 92,3% - quer dizer: 0,8 a cada 10 alunos não avançavam de etapa. Na série histórica,  2010 teve a maior taxa de reprovação: 44% dos alunos não passaram para a etapa seguinte. Depois, se inicia uma recuperação das taxas de aprovação, mas de uma forma lenta. Os dados são do Portal da ONG Todos pela Educação, com base em informações do Ministério da Educação. 
Os números relativos ao ensino médio chamam a atenção porque não existe a mesma tendência no ensino fundamental. Em termos comparativos: nos anos iniciais, a taxa de aprovação cresceu de 84,7% em 1996 para 95,9% em 2015; nos anos finais, a taxa se manteve praticamente estável em cerca de 86%. Entre os muitos fatores que podem explicar isso, é importante citar que os próprios dados podem apresentar alguma defasagem já que há 20 anos o número de vagas disponíveis era menor. 
A assessora pedagógica da 4ª Coordenadora Regional de Educação Gladis Helena Vieira entende que existe uma falta de perspectiva em relação aos futuros, já que os estudantes não percebem uma aplicabilidade do conhecimento científico. Por isso, desistem da escola ou não se dedicam a obter bons resultados. Entre as saídas, ela destaca um ensino médio que inclua a formação mais voltada à realidade de busca por inserção no mercado de trabalho.
Evasão escolar
Não bastasse a reprovação ter se tornado mais comum em duas décadas, a evasão escolar seguiu movimento semelhante: aumentou quatro vezes no ensino médio de Caxias. A pesquisadora Nilda Stecanela considera que existe um desinteresse dos estudantes pela escolarização. A professora da UCS aponta como uma situação problemática a falta de associação entre experiências escolares e juvenis.  Nilda avalia ainda que existe a necessidade de se desenvolver uma relação mais horizontal entre estudantes e professores e metodologias de ensino que acompanhem as mudanças rápidas que a sociedade vem atravessando, além de uma estrutura adequada nas escolas.
GAÚCHA

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