Projeto Educando aborda a prevenção e o combate às drogas e à violência

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Para prevenir e combater o uso de drogas e a violência, as secretarias 
municipais de Educação e Segurança Pública iniciaram, nesta 
segunda-feira (6/03), as aulas do Projeto Educando em onze escolas da 
rede de ensino. São elas: Turiguara, José Grotoli, Maisa Aparecida 
Ribeiro, Idalina Godinho, Edith dos Santos, Crianças de Cotia II, Silvio 
Pedroso, Eduardo Benjamim, Recanto Suave, Jardim das Graças e José 
Mendes.
Nesse primeiro semestre, o projeto Educando atenderá 22 salas, 
totalizando 617 alunos. Com o uso de material informativo especifico e 
recurso áudio visual, os alunos abordarão temas sobre prevenção ao uso 
de drogas, álcool e violência.

O projeto tem uma plataforma de atuação desenvolvida com o intuito de 
envolver alunos, equipe escolar, pais e responsáveis.  As aulas serão 
ministradas pelos guardas municipais Natalina Rodrigues, Osmar 
Kiilh,Renato Góes e Samuel Pereira e acontecerão uma vez por semana, com 
duração de 45 minutos.
O projeto aborda, por meio de aulas interativas, as questões que as 
crianças encontram no cotidiano de onde moram ou no entorno. Discutem 
como podem evitar o contato e prevenir-se dos riscos eminentes da droga 
e violência. "Anualmente, o material de apoio e o informativo são 
totalmente reformulados para que as aulas possam ser atuais, dinâmicas, 
atendam a proposta e possibilitem a interação", explica o instrutor 
Samuel Pereira.

"Procuramos utilizar como ferramenta a informação e o conhecimento de 
que o uso de drogas é prejudicial, assim como a prática de ilícitos, 
como a violência.  O diálogo é outra estratégia deste processo e, 
pensando nisso, desde a primeira aula incentivamos a participação de 
todos os componentes da escola, da comunidade, pais e responsáveis", 
completou Samuel.

Nas aulas, os GCM’s abordam as situações de violência escolar, que 
muitos encaram como "evento". Samuel Pereira explica que nestes casos é 
comum que os estudantes, ao invés de evitar as agressões, incentivem e 
participem destas práticas. “Há várias formas de atacar e todas devem 
ser evitadas, sejam elas de cunho moral, físico, emocional ou verbal. 
Temos relatos de diretores que afirmam que as discussões em torno dos 
assuntos referentes a bullying, exclusão, preconceito e agressão de modo 
geral apresentam redução após as aulas aplicadas pelo projeto em sala de 
aula.

Para a escolha das escolas, as secretarias envolvidas levam em 
consideração o número de ocorrências sobre o tráfico de drogas na região 
e áreas com índice de manchas de criminalidade.

Diante dos resultados positivos alcançados em anos anteriores, os 
diretores espontaneamente demonstram o interesse de contar com o projeto 
na unidade escolar, como afirma a diretora Cássia Santos, da E.M 
Turiguara.  "Já recebemos o projeto em outras ocasiões em que a 
realidade era muito mais complicada do que nos dias atuais e notamos que 
o projeto conquistou bons resultados.  Eu já havia pedido para que a 
escola fosse novamente atendida com esse trabalho. O material 
informativo é muito bom, os alunos gostam e a adesão da comunidade 
também é muito boa", afirmou Cássia.

A professora Laudice Máximo, da E.M Turiguara, considera o projeto muito 
importante.  "É importante que tomem ciência, adquiram mais conhecimento 
e orientação. Eles estão em plena fase de descobertas e essa é uma 
oportunidade positiva de reflexão que acrescenta valores e princípios 
para a vida", disse.

O trabalho tem foco na preservação da vida dos alunos, mas também é 
incentivador e motivador para cada profissional envolvido. "É uma 
realização profissional e humana muito grande participar desse projeto. 
Pensamos no material em todas as suas etapas. Elaboramos com o mesmo 
carinho que dedicamos a orientação dos nossos filhos. Em todas as fases 
do projeto nosso intuito é não deixar que as drogas interrompam o futuro 
das crianças. Nos emociona quando notamos que estabelecemos um vínculo 
com as crianças, com os colaboradores da escola e da comunidade. É 
gratificante quando percebemos que a confiança estabelecida é tão grande 
que eles abordam temas que as vezes ainda não tocaram no âmbito 
familiar", concluiu Laudice.

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