Pela primeira vez em cinco anos, Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil fica estagnado. O sinal amarelo é atribuído à crise, que atrapalhou tendência de crescimento.
O IDH do Brasil interrompe a tendência de crescimento das últimas décadas e estaciona na posição de número 79 do ranking entre 188 países.
A crise econômica é principal culpada, segundo as Nações Unidas, autora do relatório divulgado nesta terça-feira.
É a primeira vez desde 2010 que o país registra uma estagnação.
Com IDH de 0,754 de uma escala de 0 a 1 ficamos ao lado de Granada, uma ilha caribenha, logo abaixo de Azerbaijão e México e acima de Bósnia e Argélia.
A Noruega, primeira da lista, alcançou o índice é de 0,949.
Para a Coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andréa Bolzon, não há como dissociar a estagnação da crise. “Está muito relacionado com os acontecimentos recentes. Com a crise econômica profunda. Tivemos dois anos de PIB negativo. Isso afeta, sobretudo, a renda das pessoas. A renda está menor, se comparado, 2014 a 2015 e o IDH considera a renda também”, explicou em entrevista à repórter Carolina Ercolin.
O IDH é usado para analisar a qualidade de vida de uma população, levando em conta a expectativa de vida, os anos de estudo e a renda nacional bruta.
Ao destrinchar os dados, o relatório divulgado pelo programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento evidencia também distorções.
O país com menor IDH do planeta tem mais mulheres com assento no parlamento do que o Brasil.
O Índice de Desigualdade de Gênero traz outro número preocupante para a ONU.
No Brasil, o Rendimento Nacional Bruto do homem é 66% maior do que o das mulheres, apesar de elas terem maior expectativa e média de anos de estudo. “Na educação, as mulheres têm índices melhores que a dos homens. E infelizmente, na hora de receber a remuneração, elas ganham em média 25% mesmo que os homens para trabalhos semelhantes. A gente não tem observado nenhuma tendência de melhora. Na verdade, os dados continuam mostrando a discrepância grande e a necessidade de entrar com políticas que resolvam essas diferenças”, disse.
No relatório deste ano, o Brasil também aparece em destaque em diversas áreas.
Entre os BRICS, apenas a Rússia apresenta IDH maior que o nosso.
Nos últimos 25 anos, o País também apresentou um crescimento consistente e sem interrupções de 23,4%, aumentando a expectativa de vida em quase 10 anos e a média de anos de estudo em 4.
O documento ainda destaca iniciativas positivas como o abaixo assinado online a favor do projeto Ficha Limpa para apresentar a discussão sobre novas formas de participação de ciberativismo.
A Lei Maria da Penha também foi apontada como boa prática de empoderamento de mulheres ao levantar o problema da violência.
Nota à imprensa
"O governo brasileiro tomou conhecimento hoje de que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2015, divulgado ao fim da manhã pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revela que o Brasil passou da 75ª para a 79ª posição no ranking dos 188 estados avaliados. Em termos absolutos, o índice se manteve estável em 0,754. O Brasil segue listado entre os países de alto desenvolvimento humano.
Os dados divulgados pela agência da ONU ilustram a severidade da crise da qual apenas agora o País vai saindo.
O resultado do conjunto de transformações em curso sob a liderança do Presidente Michel Temer deve refletir-se, ao longo das próximas edições do índice, em uma melhoria, tanto absoluta, como relativa de nosso número.
Medidas como o controle das contas públicas, garantia dos gastos em saúde e educação, garantia do acesso à água por meio da conclusão do Projeto São Francisco, retomada do crescimento e do emprego se combinam para recolocar o País nos trilhos e criar uma realidade que logo será refletida nos indicadores internacionais.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República"