Impactos da reforma no ensino médio preocupam secretária de educação

15:27 |

23/02/2017 15h26 - Atualizado em 23/02/2017 15h51



Haverá mudança na jornada escolar, que passará a ser de 7h por dia.
Para secretária, infraestrutura e recursos humanos serão impactados.

Do G1 TO, com informações da TV Anhanguera









A reforma do ensino médio está preocupando o governo do Estado. Isso porque está prevista a mudança na jornada escolar, que vai passar a ser de sete horas por dia. O que vai gerar impactos, já que o ensino vai ser em tempo integral. Segundo a secretária estadual de educação Wanessa Zavarese Sechim, a infraestrutura é uma das preocupações da gestão.
"O Governo do Estado está preocupado com os impactos que teremos porque para oferecer tempo integral temos que olhar toda a demanda de infraestrutura de nossas escolas, recursos humanos, formação dos profissionais que vão atuar nesse novo ensino médio e de toda a proposta pedagógica que hoje é oferecida para os nossos alunos. Para ter mais tempo na escola precisamos oferecer um currículo que realmente vai atrair os jovens para nossa escola", explica.
A verba para a reforma vai vir do Governo Federal, que prevê um investimento de R$ 1,5 bilhão até 2018, o que corresponde a R$ 2 mil por aluno ao ano. Dinheiro que vai ser usado também para criar R$ 500 mil novas matrículas de tempo integral. "Nós vamos abrir para debate, para conversa, para escuta da rede, sobretudo dos alunos os principais interessados no novo ensino médio", diz secretária.
A nova reforma do ensino médio terá uma parte obrigatória a todas as escolas, seguindo uma base nacional curricular e outra parte flexível, formada por cinco áreas do conhecimento: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e sociais, formação técnica e profissional.
A estudante Jeyciane Roma está no segundo ano do ensino médio. Mesmo sabendo que vai se formar antes da mudança do ensino entrar em vigor, está dividida sobre a nova grade curricular. "Conhecendo todas as áreas, ela pode se decidir melhor e quem já conhece é bom porque foca. Então é uma opinião bem dividida, que vai de cada pessoa", opina.
Para a estudante Lila Soares Lima, que divide os estudos entre a faculdade de agronomia e a reposição de aulas por causa da greve, a mudança não é positiva. "Para mim acho que não seria porque deixaria algumas áreas sem foco, de conhecimentos gerais, algo que também é cobrado em concurso. Nas áreas que eu queria são cobradas todas as matérias ", diz.
Segundo secret'aria de educaç~ao, reforma do ensino m'edio preocupa Estado  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Reforma do ensino médio preocupa Estado (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

tópicos:

0 comentários:

Postar um comentário