Crise nos Correios, longas esperas nas agências

07:17 |



A sede dos Correios, em Brasília
As filas da agência dos Correios em Vargem Grande Paulista estão insuportáveis. Ao retirar uma senha de atendimento normal (não prioritária) um rapaz reclamava, numa tarde da semana passada, que havia 50 pessoas para serem atendidas na sua frente. Ficou lá durante toda a tarde.
A situação é tão grave que o vereador Lucimar do Luia chegou a apresentar uma moção de repúdio contra a empresa na Câmara Municipal. E ela foi imediatamente aprovada por unanimidade. Claro que essa moção não tem grande utilidade prática para produzir resultados, mas é importante do ponto de vista de ser uma comprovação oficial de uma situação que está se tornando insustentável.
E as filas não são o único problema. Moradores reclamam que as correspondências e contas a serem pagas chegam sempre atrasadas.
Crise nacional
O problema, infelizmente, não se resume à Vargem Grande Paulista. As reclamações se acumulam por todo o país. O presidente da empresa, Guilherme Campos Júnior, chegou a afirmar ao jornal Valor Econômico, no mês passado, que não esperava encontrar uma casa tão bagunçada.
Em Cotia, a situação também é muito ruim com esperas longas, muitas vezes sob o sol forte e a chuva, pois as instalações não conseguem abrigar a todos.
Empresa já foi exemplar
Apesar de todos os problemas atuais, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – que enfrenta um grave desequilíbrio financeiro – já foi considerada uma empresa modelo dentre as estatais. No primeiro governo Lula, a empresa esteve envolvida nas investigações do Mensalão e hoje tenta equilibrar suas finanças, reduzindo o número de agências e abrindo programas de demissões voluntárias.
Grande parte dos serviços prestados pelos Correios é um monopólio. Ou seja, os serviços de envio e recebimento de cartas, cartão postal, correspondência agrupada e telegramas só podem ser feitos pelo Correio. Nenhuma outra empresa pode prestar estes serviços.

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