Caso “falsos médicos” todos estão em Mairinque para serem ouvidos pela Justiça

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07/03/2017 12:05:16 - Atualizado em: 07/03/2017 15:35:20



Todos os envolvidos no caso “falsos médicos” que culminou na Operação Placebo, realizada pela Polícia Civil de Mairinque, estão no Fórum de Mairinque neste momento pararem ouvidos pela Justiça.

A audiência dos envolvidos iniciou às 13h00 desta terça-feira, 07.

Ao todo serão ouvidos 12, além das testemunhas.

Todos não estão presos, aguardam o julgamento em liberdade.

A Justiça vai ouvir cada envolvido e começar o trabalho para emitir uma decisão sobre cada um e a participação em possíveis crimes dentro dos hospitais em que trabalharam.

Não se sabe quando, mas, a Justiça vai concluir o caso e emitir a sentença aos envolvidos.

A Polícia Civil de Mairinque informou que tudo o que foi apurado, investigado e apreendido foi entregue à Justiça.

São dois relatórios enviados pela polícia, o primeiro envolve 11 pessoas entre os falsos médicos e integrantes da empresa ICV que contratava os supostos profissionais, que neste caso envolve também outras cidades.

O segundo envolve cinco pessoas em São Roque, três da empresa Innovaa, que contratava os supostos médicos sem formação no Brasil, no caso os dois proprietários e o diretor financeiro da empresa, além dos dois ex-interventores da Santa Casa que são acusados de ter conhecimento sobre as contratações.

Ao todo foram entregues 16 nomes, porém, hoje serão ouvidos 12.

A empresa nega e diz que não sabia que os contratados não tinham documentação regulares.

Já os interventores disseram ser vítimas, pois, contratavam a empresa, mas, não imaginavam que havia falsos profissionais. 

Em seguida, o Ministério Público, pediu o arquivamento dos interventores do caso, deste modo, eles não foram indiciados.
A acusação da Polícia Civil é de práticas de crimes de peculato, de falsidade ideológica, de associação criminosa e de periclitação à vida e à saúde.

O caso veio à tona em julho de 2015 após uma falsa médica ser descoberta trabalhando em Alumínio com o registro de outra pessoa, CRM de uma médica formada pela legislação brasileira.

Ela conseguiu fugir, porém, investigações descobriram outros falsos médicos na região.

Depois foi descoberto que havia outras pessoas formadas fora do Brasil e que estariam exercendo a profissão de médico ilegalmente no Brasil sem o “revalida”.

Todos estariam usando nomes falsos, nomes de médicos verdadeiros para trabalhar nos hospitais.

Na região alguns prestavam serviços em hospitais de São Roque, Mairinque, Alumínio, Sorocaba, Vargem Grande, Cotia, Itapevi e Barueri.

Ainda em Cajamar, Tatuí entre outras cidades.

Fonte: da Redação

São Roque Notícias

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