Sala de aula preparada para novas tecnologias

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Descubra recursos tecnológicos que podem colaborar com professores e alunos na hora do aprendizado


00:00 · 16.01.2017
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Os alunos também usam o recurso do QR Code durante as aulas ( Foto: Reinaldo Jorge )
Anteriormente, quando chegava o mês de janeiro, os estudantes corriam para as papelarias para obter o material escolar, preparando-se para o início do ano letivo. Também era comum observar alunos saindo de estabelecimentos com cadernos, livros, canetas, mochilas e outros utensílios em mão. Essa rotina ainda acontece, mas cada vez mais estes itens estão cedendo lugar para dispositivos mais modernos como notebooks, smartphones, tablets e eBooks.
Assim sendo, nada mais vantajoso do que adicionar recursos presentes no dia a dia que simplifiquem a compreensão das disciplinas e, ao mesmo tempo, diminuam a distância entre estudantes e professores. Observando a mudança de cenário, os educadores também evoluíram conforme as escolas/universidades e os estudantes. Atualmente o professor conta com ajuda de grandes aliados como redes sociais, lousas digitais e sites educativos.
Tecnologia na sala
A professora de Comunicação Alessandra Oliveira utiliza a tecnologia em sala de aula há algum tempo. De acordo com a profissional, o primeiro recurso usado em sua classe foi o MSN Messenger, um programa de mensagens instantâneas. Com o tempo, ela foi trabalhando com dispositivos que iam se popularizando no mercado. Atualmente utiliza aplicativos como Facebook, Instagram, Snapchat, WhatsApp e recursos como o YouTube e até mesmo o jogo Pokémon Go, além do QR Code.
"A ideia da disciplina (Sociedade da Informação e suas Tecnologias) é trabalhar com as mídias locativas, usando ferramentas como QR Code e alguns jogos. A cada semestre, uma plataforma nova é utilizada. No último (2016.2), trabalhamos com o jogo Pokémon Go. Cada aluno baixou o game e saímos de sala de aula para capturar os pokémons. No final, analisamos quem conseguiu conquistar os objetivos da disciplina e isso se transformou em pontos. O conceito é trabalhar com a nova onda da internet, que consiste na conexão integrada aos ambientes, onde não sabemos mais o que é real e virtual, tudo está misturado", afirma Alessandra. A professora ressalta que sempre procurou utilizar suportes tecnológicos em suas aulas pois acredita que comunicação e educação caminham juntas, e que o papel do educador é se aproximar da linguagem e das formas de sociabilidade dos alunos, para que o processo de ensino e aprendizagem seja efetivo.
"Acredito que mais importante do que quais ferramentas utilizar é como usá-las. Trabalhar de uma forma didática e possibilitar que o educando seja autor do seu conhecimento é válido. Desenvolver estratégias como trabalhar a partir de problemas que devem ser solucionadas pelos alunos, discutir questões teóricas e desenvolver produtos a partir do que foi falado em sala de aula e pensar como esse conhecimento pode ser construído de forma colaborativa é o grande desafio que coloco para mim mesma todos em dias em sala e fora dela", afirma a educadora.
Outro profissional que também utiliza equipamentos tecnológicos em sala de aula é o professor do curso de publicidade e propaganda Aderson Sampaio. Ele faz uso, por exemplo, de recursos do Google para editar e compartilhar arquivos e também utiliza o Facebook para um comunicação direta com alunos, publicando atividades e resultados. O educador ainda desenvolve slides intercalados com vídeos do YouTube e em determinados momentos solicita que os estudantes realizem pesquisas online para compor as notas finais. Anderson é um apreciador do novo método de ensino, mas acredita que a tecnologia é apenas um complemento para melhorar a aprendizagem. "Não acho que haja uma tecnologia mais eficiente que outra. Cada uma tem uma função que pode ajudar em uma determinada tarefa ou processo. Na verdade o aprendizado se dá a partir do 'conjunto da obra', onde a tecnologia, para mim, é apenas um instrumento que pode favorecer o processo didático. O principal protagonista continua sendo o professor", disse Sampaio.
Emerson Peixoto é professor de biologia pela rede pública no interior do Estado. Filho de pedagogos, ele sempre teve uma ligação muito forte com a tecnologia e com a educação. Isso fez com que o profissional começasse a mudar o padrão tradicional em sala de aula, usando retroprojetores em 2007. A atitude fez com que os demais representantes da educação de Jaguaretama o convidasse a ministrar um curso de Tecnologia da informação e Comunicação (TIC) para os seus colegas. Anos mais tarde, já professor do ensino médio, Emerson percebeu que os alunos não estavam enxergando a biologia em seu dia a dia. Assim, decidiu utilizar novas mídias em sala de aula. Além dos livros, o professor começou a trabalhar paralelamente com o YouTube, mais especificamente com os canais do Manual do Mundo, Me Salva e Professor Jubilut. Gravando vídeos semanalmente, os youtubers levam para o seu público assuntos relacionados a Biologia, Química e Física. Os vídeos são levados para a sala de aula pelo professor. "Nossos alunos vivem em um mundo midiático, então quanto mais aproximarmos os conteúdos escolares desse mundo, melhor será o aproveitamento dos educandos", afirma o professor Emerson Peixoto. Ele também fala que a aproximação dos jovens com a matéria aumentou consideravelmente, melhorando o rendimento em sala de aula.
Outro lado
A estudante do curso de Ciência da Computação, Rayra Alencar, vive a tecnologia desde criança. Além de estar sempre conectada nos momentos de descontração, a acadêmica também faz uso dos dispositivos tecnológicos para auxiliá-la nos estudos na universidade. De acordo com ela, todos os professores de Alencar utilizam algum recurso como Dropbox (para salvar e compartilhar conteúdo), IDE (ambiente para desenvolvimento de software) e gitHub (site especialista em compartilhamento de códigos) como forma de ensino. "Por se tratar de um curso que envolve tecnologia, mostrar apenas os métodos teóricos seria bem complicado para o aprendizado dos alunos", explica ela.
O estudante de publicidade e propaganda Marcelo Tavares também não dispensa a utilização de produtos tecnológicos no momento da aprendizagem, já que, de acordo com ele, os recursos facilitam e possibilitam o lúdico. "Os meus professores costumam usar o YouTube também. Isso nos dá maior embasamento do que é mostrado em sala de aula", disse Tavares.

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